Programa Longevidade 2020 exalta o aprendizado ao longo da vida

Confira como foi a segunda edição da iniciativa apresentada pela Bradesco Seguros, Ministério do Turismo e a Unibes Cultural

21/12/2020



O Programa Longevidade 2020 chegou ao fim no último dia 17 de dezembro. E o que fica de ensinamento? Que os temas que geram interesse na população mais madura são tão diversos quanto os perfis daqueles que já passaram dos 50 anos; que sempre há tempo para fazer escolhas que ajudem a corrigir algumas rotas “pré-estabelecidas”; e que estereótipos e preconceitos precisam ser derrubados.

 

Durante dois meses e meio deste intenso ano de 2020, a iniciativa apresentada pela Bradesco Seguros, pelo Ministério do Turismo e pela Unibes Cultural promoveu uma verdadeira maratona digital e nacional, com conteúdos voltados para quem já vive a longevidade ou quer começar agora a construir uma vida longeva de qualidade.

 

“Sabe qual é o meu slogan interno?” pergunta Bruno Assami, diretor executivo da Unibes Cultural em entrevista ao Viva a Longevidade: “Vida saudável, participativa, atuante e pensante”, responde. Significa dizer que qualquer pessoa, independentemente da sua idade, precisa estar inserida para seguir produtiva, inovadora e estimulada. “Os espaços culturais dão essa oportunidade porque sua agenda principal é a do conhecimento”, explica o diretor.

 

Sim, em 2020 o Programa Longevidade focou muito na nossa capacidade de aprender coisas novas. Uma prova de que o ditado “cachorro velho não aprende truques novos” não se aplica.

 

Teve quem aprendeu uma atividade — como dança e teatro —, quem se abriu ou se aprofundou em outros temas, quem aprendeu a criar jogos eletrônicos, quem descobriu que ainda é possível fazer escolhas e quem encontrou novos horizontes para seguir ativo e produtivo na sociedade.

/ Programa Longevidade 2020 (Crédito: Unibes Cultural)
/ Bete Marin durante uma de suas participações no Programa Longevidade 2020 (Crédito: Unibes Cultural)
/ Fernando Manfio e Fabio Pulgaci durante participação do Programa Longevidade 2020 (Crédito: Unibes Cultural)
/ Luiz Sakuda durante live realizada no Programa Longevidade 2020 (Crédito: Unibes Cultural)
/ Mórris Litvak durante o Programa Longevidade 2020 (Crédito: Unibes Cultural)

A seguir, a gente conta um pouquinho sobre como foi o Programa Longevidade 2020 pelas vozes dos curadores e de quem participou da iniciativa.

Escutar para quebrar estereótipos sobre o envelhecimento

Bete Marin é cofundadora do Hype50+ e foi curadora e mediadora das seguintes ações do Programa Longevidade 2020: Circuito de Palestras: Semana do Idoso | Série de entrevistas Falou e Disse! | Workshop Saúde da Mulher | Curso Dança Inclusiva | Curso Imagem e Estilo na Maturidade.

Bete Marin

Foi uma programação com conteúdo muito rico e variado para os longevos. Trouxemos muita gente boa, especialistas, pessoas experientes, técnicas, com currículo importante para tratar de diferentes temas.

 

Nós defendemos que é preciso quebrar o estereótipo de que uma pessoa, assim que envelhece, diminui o leque de temas importantes. Pelo contrário! A geração baby boomer continua questionadora na maturidade.

 

A diversidade de temas tratados foi fruto de muita escuta sobre o que os mais velhos querem aprender e quais assuntos os interessam. Os mais jovens precisam se atualizar para entender quem é esse maduro e quais são os seus gostos. A escuta traz um novo olhar para a maturidade.

E, além de tudo, foi uma experiência transformadora para mim. Fazer o papel de mediadora de todo conteúdo que essas pessoas fantásticas e experientes toparam compartilhar conosco foi um momento muito rico para a minha vida. Foi um verdadeiro MBA sobre maturidade e que ainda está disponível para todos assistirem.

 

Longevos não são avessos à tecnologia

Luiz Sakuda é fundador da Homo Ludens e foi curador das seguintes ações do Programa Longevidade 2020: Desvendando o seu smartphone | Programa Desenvolvimento de Games para 50+ (Básico e Avançado).

 

Mostramos que é possível fazer um programa para o público longevo de forma digital e ajudamos a derrubar o mito de que eles são avessos à tecnologia. Os mais velhos de hoje foram os entusiastas da tecnologia e ajudaram a construir o que estamos usando agora.

 

Em sua maioria, as pessoas que se inscreveram nos nossos cursos já tinham alguma vivência digital. Essa experiência faz com que eles busquem sempre se atualizar para não deixar de usufruir o que de melhor a tecnologia tem a oferecer. A tecnologia tem o potencial de trazer bem-estar para as pessoas. O que talvez seja o grande desafio é como esse potencial vai ser distribuído pela população.

 

Alguns desses benefícios, como a promoção da proximidade e do aprendizado, se materializaram no formato escolhido para este ano. A pandemia do novo coronavírus impôs um formato 100% digital, que permitiu um público mais amplo para as nossas ações.

 

E o que me deixa contente é que muitos dos meus alunos expressaram a vontade de aprofundar mais no tema para poder utilizar melhor os recursos tecnológicos existentes, seja para a vida pessoal, seja para a vida profissional. O que ficou muito claro neste ano é que os longevos podem fazer mais com o que já têm.  

 

“Voltei a me sentir produtiva como antes”

Helena Kuma

Participei do Programa Longevidade no curso “Desenvolvimento de Games para 50+” e adorei! Essa é a segunda vez que faço algo relacionado ao tema. A primeira foi no ano passado, durante a primeira edição da iniciativa.

 

Em 2019 foi mais por curiosidade, mas me identifiquei e tanto e acho que me saí tão bem que, quando soube que haveria outro curso neste ano, eu me inscrevi.

 

Programar os jogos e ter uma rotina de exercícios, desafios e tarefas, me proporcionou uma sensação de prazer ao ver o resultado de um trabalho feito com muito empenho. Foi uma maneira de voltar a me sentir produtiva como antes.

O futuro é uma soma de várias decisões tomadas agora

Fernando Manfio é coach e palestrante e esteve, ao lado de Fábio Pulgaci, à frente do workshop Inteligência Humana para Decisões durante o Programa Longevidade 2020.

 

Fernando Manfio

O nosso objetivo com o workshop foi ajudar as pessoas, de qualquer idade, a entenderem como tomar decisões mais eficientes. Se eu consigo identificar a intenção por trás e se eu tenho a liberdade para realizá-la, a minha resposta ao mundo será muito eficiente e, assim, eu consigo resolver as questões da minha vida.  

 

É um trabalho para que as pessoas assumam o comando das suas decisões. Sabe? Para que você consiga dizer “eu sou o responsável completo pela minha vida e, se eu quero realizar alguma coisa, eu vou realizar”, independentemente do que aconteça no mundo e, dentro, é claro, do que é possível. Em geral morre a “vítima” — porque você assume as rédeas das decisões — e o sofrimento — porque diminui o espaço entre a fantasia e a realidade.

 

E por que é importante todo esse processo? Porque as decisões tomadas agora refletem lá na frente. O futuro, de fato, é uma repetição de vários “agora”.

55
lives realizaas entre setembro e dezembro

75
horas de conteúdos transmitidos

75 mil
visualizações no YouTube e Facebook

Desaprender para reaprender e desenvolver uma atitude empreendedora

Mórris Litvak é empreendedor social e fundador da Maturi e foi curador das seguintes ações do Programa Longevidade 2020: Economia prateada | Planejamento financeiro | Presença Digital | Autoconhecimento | Future Thinking.

 

nono texto

O Programa Longevidade foi muito importante porque trouxe conteúdos atuais e relevantes para abrir novos horizontes relacionados ao futuro do trabalho, a como podemos estender a nossa participação na sociedade.

 

Falamos sobre economia compartilhada, tecnologia, futuro e tendências, autoconhecimento, presença digital e planejamento financeiro. Temas muito importantes para o que estamos vivendo e que servem para pessoas de qualquer idade.

 

Acredito que todos esses assuntos, do programa como um todo, foram extremamente relevantes para ajudar as pessoas a não ficarem perdidas e encontrarem possibilidades de uma forma mais estruturada.

Eu diria que diminuímos duas barreiras.

 

A primeira delas é física. Com o programa todo sendo transmitido pela internet, levamos o conteúdo para pessoas de diferentes partes do Brasil. Deu para perceber uma maior diversidade no público que estava assistindo. Foi uma boa surpresa.

 

A segunda barreira é a do preconceito. Mostramos que existem alternativas que, talvez, muitos não conheciam ou então não se sentiam aptos para aprender. Então, esses encontros vieram para virar um pouco essa chavezinha, mostrar que novas possibilidades trazem oportunidades.

 

Abrir-se para o novo, capacitar-se para trabalhar por conta própria, ter uma atitude empreendedora... tudo isso traz uma gama nova de possibilidades que requerem o esforço de desaprender para reaprender. Hoje em dia isso é fundamental.


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